A "consciência negra" é mesmo necessária?

Coletivo Negras realizou evento na UFERSA sobre a consciência negra
(Foto: Yure Rodrigues)
No dia 20 de novembro, instituído no Brasil como o Dia da Consciência Negra, muitas discussões expõem divergências sobre o racismo no país. Mas o que ser negro no Brasil? Qual é a importância de se autodeclarar negro para a mudança de uma sociedade que ainda não atentou para a desigualdade explícita em números de dados sociais no país?  

As distorções existem no tratamento pessoal, nas relações de empregos, nas diferenças de renda, nas oportunidades profissionais, sem contar a escravidão que ainda é encontrada hoje em dia. 

Para Ady Canário, professora da Universidade Federal Rural do Semi Árido (UFERSA) e coordenadora do Coletivo Negras, autodeclarar-se negro é uma construção social em que se assume uma identidade negra em um contexto em que existe um silêncio no cotidiano acerca da construção étnico-racial e coloca o negro como alvo do racismo, preconceito e discriminação.

"Ser negro na sociedade brasileira, na verdade, é tonar-se negro. É romper com uma estrutura social que nos coloca numa posição de inferioridade", avalia.

O professor de história, Eric Souza, que se reconhece negro, explica que a importância, a "grande sacada do dia é dar a voz a quem sente no dia a dia a importância de uma consciência negra". 

Negro, de acordo com critérios do IBGE, é aquele ou aquela que se declara pardo ou negro. 



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