Claudia Regina: a candidata que não pode ser

Inelegível até outubro de 2020, o destino de Claudia Regina ficou obscuro e incerto por um longo período pós-cassação.

Claudia Regina após votar em 2012 (Foto: G1)
Nas eleições de 2014, o que ainda era dúvida se consumou no rompimento com Rosalba Ciarlini, que se tornou público após Claudia demonstrar fidelidade ao líder José Agripino e votar contra a candidatura à reeleição da ex-governadora - e ex-aliada - em convenção do partido Democratas - onde mantinham estada à época. Fato que só deixou claras as feridas que as relações de 2012 em diante tinham deixado.

Quatro anos depois da histórica eleição de 2012 e três anos depois da histórica cassação em 2013, Claudia Regina sai da sombra e reaparece em 2016, parecendo disposta a ser senhora do seu destino.

Mesmo mergulhada, durante todo o período de pré-campanha, resistiu a propostas de outros grupos e manteve clara a preferência por apoiar a candidatura de Tião Couto a prefeito de Mossoró.

Iniciada a campanha eleitoral, Claudia Regina tem atuado como um terceiro elemento à chapa, como se existisse um outro cargo além de candidato e vice. Incansável, tem demonstrado garra como se fosse a candidata que não pode ser, trabalhando com afinco pelo projeto.

Como não pode se candidatar, Claudia Regina consegue, nessa união, juntar o útil ao agradável: se mantém ao lado do que parece ser um nome confiável a si - evitando repetir erros do passado - e permanece em evidência.

Mais que o apadrinhamento a Tião, em cada passeio por uma comunidade de Mossoró, ela quer ter a chance de mostrar, a si mesma, e aos seus algozes, que ainda está viva politicamente, e que pode ter garras para se manter até os próximos anos - até a liberação pela Justiça.

Para a chapa Tião Couto/Jorge do Rosário, a parceria é também um toma lá, dá cá: eles obtém em Claudia o capital eleitoral que não têm, além de serem "levados" pela figura política que Claudia é - e que eles não são.

Na terceira semana de campanha, já são constantes os relatos de que o comportamento de Claudia ultrapassa o dos dois candidatos da chapa em se tratando de empatia com o povão: ouve-se falar que enquanto os empresários seguem caminho, a ex-prefeita faz paradas e cumprimenta a todos um por um.

Devagar e sempre, o projeto, mais que a eleição de 2016, parece ser mesmo a eleição pós 2020.
________________

*Claudia Regina está inelegível até outubro de 2020, mas poderá concorrer às eleições somente de 2022, já que a inelegibilidade conta da data da eleição, ou seja, outubro. Quando do registro de candidatura em 2020, ela ainda estará inelegível. 

Postagens mais visitadas deste blog

AL lança campanha contra violência doméstica

Avenida Presidente Dutra será dividida por dois candidatos na próxima quinta

Não é de hoje que Robinson Faria tenta justificar sua gestão